O corredor polonês é uma forma de castigo físico em que um indivíduo deve passar correndo entre duas fileiras de pessoas que lhe executam agressões físicas.
Nas devidas comparações, é assim que os moradores da região Leste se sentem ao serem obrigados a trafegar pela avenida Assad Taiar. Depois de ser reprovado no primeiro teste, o projeto do novo sistema viário continua dando problemas.
Na manhã de terça-feira, 10, um caminhão basculante teve problemas mecânicos na pista de sentido centro-bairro. E mais uma vez o trânsito virou um caos. Por ser horário de almoço, os motoristas com pressa não pensaram duas vezes em invadir o canteiro central para fazer a ultrapassagem.
Dias atrás o tráfego travou com a manobra de uma carreta que ocupou as duas pistas de rolamento. Mais uma vez a notícia espalhou-se como rastilho de pólvora nas redes sociais com comentários desfavoráveis ao prefeito Rômulo Rippa e à equipe responsável pelo projeto .
Os cidadãos reconhecem que a implantação do canteiro central naquela via pública não deu certo. Houve um redimensionamento da pista de rolamento para menos e um cálculo equivocado. Não cabem dois veículos trafegando paralelamente no mesmo sentido. As fotografias não mentem.
Em resumo: circular entre a Vila Sibyla e o Jardim Jandyra, seja no sentido centro-bairro ou bairro-centro, tornou-se um dos martírios para os moradores da região Leste. Literalmente, um corredor polaco.
Que o prefeito Rômulo Rippa rasgou o dinheiro do recape não é segredo mais para ninguém. Nas próximas semanas, de tantas críticas negativas, vai ter que tomar a decisão de jogar fora os recursos destinados pelo então deputado estadual Marco Vinholi (PSDB), atual secretário estadual de Desenvolvimento Regional.
As obras do canteiro central fazem parte de um convênio que o município assinou com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) em 2018, no valor de R$ 644 mil, que contemplou várias intervenções de mobilidade urbana dentro do Programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.







