A Secretaria de Saúde de Porto Ferreira divulgou esta semana estatísticas quanto ao número de partos realizados em Porto Ferreira no período de janeiro a setembro de 2020, tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto em convênios particulares, no Hospital Dona Balbina.
O dado que mais chama a atenção é a redução no número de cesarianas na Rede SUS, passando de 58,20% para 15,69% comparando os segundos quadrimestres dos anos de 2019 e 2020.
“Este é um dado histórico, pois há décadas tem se tentado reduzir o percentual de partos cesáreas, por orientação da OMS, CFM, MS e outros órgãos competentes, todavia sem sucesso”, registrou a Secretaria de Saúde.
Já a análise de janeiro a setembro mostra que os partos por cesariana na Rede SUS ficaram em 46,15% do total. Para as mães que têm convênio médico as cesarianas representaram 61,7% do total.
Ao todo, de janeiro a setembro, foram registrados 349 nascimentos em Porto Ferreira, sendo 169 pela Rede SUS e 180 por convênio particular. Os partos normais foram 160 e as cesarianas, 189.
Alei estadual nº 15.759/2015 “assegura o direito ao parto humanizado nos estabelecimentos de saúde públicos do Estado de São Paulo”. O setor público de Saúde tem de acatar a escolha da gestante em relação ao tipo de parto a que será submetida, sempre que não implicar em risco para a sua segurança ou do nascituro. Assim, apesar de o parto normal ser incentivado na rede pública, não se pode garantir índices superiores aos índices de cesarianas.
O parto humanizado é um parto em que a grávida tem controle e decisão sobre todos os aspectos do trabalho de parto como posição, local do parto, anestesia ou presença de familiares, e onde o obstetra e a equipe estão presentes para colocar em prática as decisões e vontades da gestante, tendo em consideração a segurança e a saúde da mãe e do bebê.
O parto normal é melhor para a mãe e para o bebê porque além da recuperação ser mais rápida, permitindo que a mãe possa cuidar logo do bebê e sem dor, o risco de infecção da mãe é menor porque há menos sangramento e o bebê também tem menos risco de apresentar problemas respiratórios.
No entanto, a cesariana pode ser a melhor opção de parto em alguns casos. Apresentação pélvica (quando o bebe está sentado), gemelar (quando o primeiro feto está em posição anômala), quando ocorre desproporção céfalo-pélvica ou nos casos em que há suspeita de descolamento da placenta ou placenta prévia total ocluindo o canal de parto.
Por Assessoria de Comunicação, Cerimonial e Eventos – da Prefeitura de Porto Ferreira







