O contrabando de cigarros no Brasil representa um deficit de cerca de 173 mil novos empregos, aponta estudo inédito realizado pela consultoria Oxford Economics (leia a apresentação).
Segundo dados da última pesquisa Ibope, de 2019, 57% dos cigarros vendidos no país são ilegais, o que representa um impacto direto na geração de empregos em toda a cadeia de produção.
ALTOS IMPOSTOS FAVORECEM O CONTRABANDO
O setor de cigarros do Brasil arrecadou, somente em 2019, cerca de R$ 12,3 bilhões em tributos para os cofres públicos, representando 9,3% de todo o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no país.
Mas com o mercado ilegal superando o legal em volume, a evasão fiscal (R$ 12,7 bilhões) foi maior que esta arrecadação. “Com essa inversão, fica claro que o contrabando é uma operação econômica criminosa que tem o lado da oferta e o da demanda”, enfatiza Vismona.
FINANCIAMENTO DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS
A presença de um mercado ilícito tão grande tem efeitos negativos também para a segurança pública. “Em 2019 a evasão foi maior que a arrecadação, ou seja, a indústria nacional perdeu para o contrabando.
Ao movimentar esses bilhões de reais sem pagar impostos, o contrabando está financiando organizações criminosas e milícias”, afirma Vismona. Segundo ele, “é preciso entender essa relação direta entre comprar um produto contrabandeado e financiar o crime, pois a segurança pública é afetada”.
Outro efeito perverso do mercado clandestino –que é de difícil mensuração, mas de presença marcante– é o de financiar a corrupção dentro do setor público. Segundo Vismona, a existência de um mercado ilícito tão grande pressupõe o incentivo à corrupção. O país perde, a sociedade sofre com o avanço da criminalidade e o crime organizado se fortalece.
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Fonte: www.poder360.com.br







