Diante da escalada da inflação, a renda dos trabalhadores brasileiros não para de encolher e está no menor nível desde 2012, início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não bastasse a população estar ganhando cada vez menos por conta da carestia, a desigualdade vem aumentando em meio à pandemia da covid-19, que colocou o país de volta ao mapa da fome.
Duas em cada três categorias de trabalhadores não têm reajustes suficientes para recompor as perdas com os aumentos de preços, de acordo com sindicalistas. Em 2021, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou alta de 10,06%, a maior variação anual desde 2015. Nesse contexto, muitas famílias já escolhem comprar comida ou pagar as contas.
O desemprego deu uma leve recuada, devido à reabertura da economia, conforme os dados mais recentes do IBGE, mas ainda atinge um grande número de brasileiros, e a informalidade voltou a crescer. O número de desempregados chegou a 12,9 milhões de brasileiros no trimestre móvel de agosto a outubro de 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Fonte: www.em.com.br







