O presidente da Federarroz destaca que o volume produzido pelo Rio Grande do Sul em 2024 somado ao restante do país chega a cerca de 10,4 milhões de toneladas, o que é praticamente o que os brasileiros consomem por ano. Portanto, não haveria necessidade de o governo importar 1 milhão de toneladas do produto – como pretende fazer por meio de leilão da Conab, que foi suspenso – nem zerar a Tarifa Externa Comum para países fora do Mercosul.
“Isso nos traz segurança em afirmar que o movimento do governo em anunciar importação é precipitado, não tem fundamento. Porque nós temos uma safra maior este ano [Brasil], aumento de 4% estipulado pela Conab”, afirma Alexandre Velho.
Ele lembra que a estimativa de exportação do arroz também foi reduzida pela Conab em cerca de 300 mil toneladas – produto que fica no mercado interno – atingindo 1,2 milhão de toneladas enviadas para fora do país. “Se eu vou ter uma exportação menor e aumento da safra, por que eu estou com o abastecimento comprometido? Não estou”, completa.
“Temos que diminuir o barulho em função de desabastecimento. A indústria está trabalhando, os produtores estão ofertando arroz. Nós precisamos de calma e investimento em logística.” Alexandre Velho, presidente da Federarroz
A entidade que representa os produtores de arroz também avalia que o desabastecimento do cereal é momentâneo e provocado por problemas de logística, da não emissão de notas fiscais [o sistema do governo estadual está fora do ar] e em função das chuvas, que impedem o carregamento dos caminhões.
Segundo o presidente da Federarroz, a produção está sendo escoada por rotas alternativas até Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Por isso, a reunião desta tarde será para acalmar os ânimos. “A intenção é trazer tranquilidade ao governo com relação ao abastecimento que está sendo feito. A indústria está trabalhando, os produtores estão ofertando arroz. Nós precisamos de calma e investimento em logística”, finaliza.
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*Fonte: agro.estadao.com.br







