O diretor presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, avaliou que houve um movimento de "ideologização" contra a compra pública de arroz importado pelo governo federal. "Houve uma politização do assunto. Não esperávamos uma mobilização judicial contra a importação do arroz. Por parte do governo, não há uma questão ideológica na medida", disse Pretto, em entrevista à imprensa sobre o leilão de compra pública de arroz importado e beneficiado.
"A medida não é uma afronta aos produtores, mas neste momento precisamos ter um olhar mais atencioso aos consumidores e garantir arroz a preço acessível aos produtores. O governo não está comprando arroz a bel-prazer e sim por necessidade", acrescentou.
Na última, quinta-feira, 6, a Conab adquiriu 263,37 mil toneladas de arroz importado e foi beneficiado em leilão de compra pública. A intenção era comprar 300 mil toneladas do cereal importado ao preço máximo de R$ 5 por quilo, ou seja, 88% do volume ofertado foi negociado. Os lotes arrematados pela companhia tiveram preço mínimo de R$ 4,9899 por quilo e máximo de R$ 5 por quilo, com média de R$ 4,9982 por quilo. A operação custou R$ 1,316 bilhão.
Segundo Pretto, o governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União, derrubou oito liminares que pediam a suspensão do leilão público para compra do arroz importado. "Insistimos na realização do leilão porque a medida era necessária para garantir a soberania alimentar e pelo aumento abusivo dos preços e porque cumpria o rito legal. O governo tinha certeza dos procedimentos", afirmou o diretor presidente da Conab.
Pretto citou que, em 2011, o governo comprou 1,5 milhão de toneladas de arroz para assegurar o preço mínimo de arroz ao produtor quando a produção nacional atingiu 13 milhões de toneladas. "É uma ação momentânea. Neste ano, não é safra menor, mas é necessidade de consumo", acrescentou Pretto.
Prazo para chegar aos supermercados
Pretto afirmou que o arroz importado pelo governo federal deve chegar em 45 a 60 dias aos supermercados. O pacote de 5 quilos custará R$ 20 para os consumidores finais.
"Os arrematantes agora terão cinco dias para dar o sinal para formalização da compra e depois deverão entregar o produto nos armazéns e silos da Conab para distribuição. A partir do momento em que o arroz estiver no armazém da companhia, os supermercados e atacarejos receberão o produto", disse Pretto. "Garantimos que o produto será ao consumidor por R$ 4 o quilo e com os critérios sanitários cumpridos", acrescentou.
O leilão da Conab foi realizado após o governo obter uma decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que manteve a realização do leilão. Entidades do agronegócio, por sua vez, movem uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a importação de até 1 milhão de toneladas de arroz pelo governo federal.
Veja mais sobre o assunto acessando esse link.
*Fonte: www.terra.com.br







