Abertura do XXIII Salão de Artes Plásticas de Mococa

Divulgado em 10/10/2015 - 10:45 por Porto Ferreira Hoje

O Departamento de Cultura e Turismo de Mococa realizará a 23 ª edição do Salão de Artes Plásticas de Mococa. A abertura ocorrerá na Casa da Cultura Rogério Cardoso, localizada na rua Muniz Barreto, 54, Centro, no dia 16 de outubro às 20 horas e a exposição segue até o dia 15 de novembro.

A exposição contará com obras de artistas de várias partes do Brasil, havendo na abertura a premiação dos melhores colocados juntamente com a entrega da Medalha Bruno Giorgi.

Participantes:

Pintura

Ana Carolina Braga Neto - São Paulo

Bruna Godinho Junqueira - Campo Grande

Carlos Alberto Brisola Damasceno - São Paulo

Frederico A. Derval Jorini - São José do Rio Pardo

Getulio Cardoso A. Silva - Mococa

Jean de Araújo Silva - Niterói

Lia Garcia - Mococa

Luzia Oliveira Silva - Mococa

Magda Rehder Pinheiro da Costa - Rio de Janeiro

Maria de Carvalho Paroli - Mococa

Marcos Paulo Foloni - São Paulo

Maria Rosa Vaz Pontes Cambra - Mococa

Maurício Mallet Duprat - São Paulo

Moracy Amaral - São Paulo

Paulo André Z. Yamamuro - Bauru

Roberto Bernardo - São Paulo

Rogério Esmanhoto - Curitiba

Wilmar Carrilo da Silva - Campo Grande

Escultura

Ana Carolina Braga Neto - São Paulo

Anna Carolina M. Ayres Calareso - São Paulo

Cláudia Oliveira de Jesus - Aracaju

Ernesto Ferro - sorocaba

Francisco Sergio Pimentel - Mococa

Pedro H. Rossi Beraldo - São João da Boa Vista

Gravura

Maria Rosa Vaz Pontes Cambra - Mococa

Toni Cesar Graton - Curitiba

Fotografia

Bruno Mitsuo Maria - São Paulo

Franciely Ap. V. de Souza - Mococa

Gabriel Ricardo Dias Camargo - Mococa

Ricardo Batista Alves - São Paulo

Wilmar Camilo da Silva - Campo Grande

Desenho

Adilson Lopes - São Paulo

Carlos Alberto Brisola Damasceno - São Paulo

Cora Azevedo - Rio de Janeiro

Karen Cristiane - Curitiba

Maria Clarissa Spindolo Mendes - São Paulo.

Bruno Giorgi (1905 - 1993)

Do realismo inicial, em que retratou vultos da história, como Camões, o escultor Bruno Giorgi passou a formas estilizadas e de definição cada vez mais simples.

A influência do barroco e do inglês Henry Moore se percebe principalmente na série de figuras deitadas ou reclinadas.

Bruno Giorgi nasceu em Mococa SP, em 13 de agosto de 1905. Seis anos depois partiu com a família para a Itália.

De 1920 a 1922 estudou em Roma. Adversário do fascismo, foi preso, mas por intervenção do governo brasileiro pôde seguir em 1936 para Paris, onde foi aluno de Aristide Maillol.

Em 1939 voltou ao Brasil. Instalou-se em São Paulo, ligou-se ao movimento modernista e depois mudou-se para o Rio de Janeiro. Data dessa época sua primeira escultura ao ar livre, o "Monumento à juventude", instalado no jardim do edifício do Ministério da Educação, hoje palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Após expor no Brasil e no exterior, Bruno Giorgi participou da I, da II e da IV Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1957, e recebeu em 1953 o prêmio de melhor escultor brasileiro. Participou também de duas Bienais de Veneza, em 1950 e em 1952, e residiu por algum tempo na Europa.

De volta ao Rio de Janeiro, aderiu ao uso de bronze, trabalhado pelo método da cera perdida, que lhe permitiu criar figuras delgadas e verticais, com menos massa e mais vazios. Em 1959 fundiu em bronze "Guerreiros", para a praça dos Três Poderes em Brasília.

Por volta de 1965, passou do figurativismo às formas geométricas e a trabalhar em mármore branco de Carrara. A peça mais importante dessa fase é "Meteoro", no lago do palácio Itamarati, em Brasília.

Cerca de dez anos depois de aderir à abstração, Bruno Giorgi voltou à figura humana, com torsos esculpidos em mármore rosa de Estremoz, cidade de Portugal onde montou um ateliê. Morreu no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1993.

Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

 

 



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