Bola sete na caçapa do meio. Bingo. Aconteceu o que todo mundo já estava esperando (veja o vídeo). Mesmo as mentes mais otimistas davam conta que o projeto do novo sistema viário da avenida Assad Taiar não passaria no primeiro teste.
No sábado, 29, o imponderável aconteceu. E nada acontece por acaso. Um caminhão, cuja carga não foi possível identificar, trafegava no sentido centro-bairro quando decidiu fazer uma conversão à direita.
O motorista, percebendo a via estreita e a dificuldade da manobra, não teve dúvidas em interromper o trânsito. Para piorar, a traseira acabou invadindo parte da pista contrária.
Pelo menos dez carros formaram uma fila aguardando a movimentação do veículo truck. Os motoristas tentaram uma manobra arriscada, invadindo o passeio público e cortando a parte dianteira do caminhão.
“Travou”, comentou um morador do Jardim Independência no momento do engarrafamento. A notícia espalhou-se como rastilho de pólvora nas redes sociais com comentários desfavoráveis ao prefeito Rômulo Rippa e à equipe responsável pelo projeto.
A voz do povo é uma voz sábia. Todo mundo sabia que a implantação do canteiro central naquela via pública não havia dado certo. Houve um redimensionamento da pista de rolamento para menos.
Resultado: não cabem dois veículos trafegando paralelamente no mesmo sentido. Ou seja, circular entre a Vila Sibyla e o Jardim Jandyra, seja no sentido centro-bairro ou bairro-centro, tornou-se um martírios para os moradores da região Leste.
O pior é que gastaram o dinheiro do governo estadual para executar um projeto questionável, veja o link. Pelo menos no aspecto funcional. Será que não havia outra forma de transformar a avenida Assad Taiar…para melhor?
Além de rasgar o dinheiro do recape, o prefeito Rômulo Rippa corre o risco de jogar fora os recursos destinados pelo então deputado estadual Marco Vinholi (PSDB), atual secretário estadual de Desenvolvimento Regional.
As obras do canteiro central fazem parte de um convênio que o município assinou com o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) em 2018, no valor de R$ 644 mil, que contemplou várias intervenções de mobilidade urbana dentro do Programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.







