Custo Brasil: sem mudanças administrativas, controle de despesa com servidor terá fôlego curto

Divulgado em 16/05/2022 - 12:05 por portoferreirahoje

A pressão da elite do serviço público federal por reajustes salariais cresceu desde o ano passado e desencadeia paralisações de categorias importantes, com impacto no funcionamento da máquina.Tais pleitos, assim como os de outras categorias, situam-se muito acima do que foi oferecido pelo governo Jair Bolsonaro (PL), isto é, uma alta linear de 5% para todo o funcionalismo. A medida terá custo de R$ 7,9 bilhões em 12 meses, o que exigirá cortes em outras áreas devido às restrições do Orçamento. 

É muito difícil, no entanto, conter as pressões corporativistas de carreiras de elite. A esta altura, policiais, auditores fiscal, técnicos do BC, juízes e procuradores, entre outros, aguardam melhoras salariais.

Também é fato que o congelamento, corretamente adotado durante a pandemia, tem propiciado redução do peso das despesas com pessoal —do equivalente a 4,3% do PIB, em 2018, para 3,8% em 2021. Ajustado pela inflação, o gasto anual caiu 2,9% no governo Bolsonaro, também em razão da queda do número de funcionários ativos, de 635,7 mil em abril de 2018 para 574,6 mil em março deste ano.

O governo afirma que fez uma reforma administrativa silenciosa, o que é falso. Segurar dispêndios, apesar de importante, não basta —e não se sustenta por tempo indeterminado, como se nota hoje.

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Fonte: www.folha.uol.com.br



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