Para analistas mais sérios, o episódio reforça a necessidade de os “mercados da Faria Lima” separarem avaliações técnicas de preferências políticas, sob pena de comprometerem a precisão de suas análises
Um estudo técnico comparativo revela que as projeções macroeconômicas dos cinco maiores bancos privados do Brasil, dos “investidores da Faria Lima” e dos economistas de consultorias ficaram substancialmente aquém dos resultados oficiais registrados em 2025.
O fenômeno expõe um padrão recorrente de “erro sistemático” em que o mercado financeiro e seus aliados subestimam a resiliência da economia brasileira, frequentemente influenciado por percepções políticas negativas e parciais sobre a gestão federal.
Enquanto os representantes “da Faria Lemers”projetavam um crescimento modesto do Produto Interno Bruto (PIB) entre 1,9% e 2,1%, os dados consolidados pelo IBGE apontaram expansão de 2,7% no acumulado de 12 meses. A discrepância de 0,7 ponto percentual representa um erro significativo de avaliação sobre a dinâmica econômica do país.
O descasamento entre expectativa e realidade se estendeu a praticamente todos os principais indicadores macroeconômicos. A inflação medida peloIPCA fechou 2025 em 4,32%, abaixo dos 4,99% previstos pelos bancos e dentro do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. O “mercado” havia apostado que pressões cambiais romperiam o limite de 4,5%, superestimando o efeito de repasse da variação do dólar para os preços finais.
No mercado de trabalho, a divergência foi ainda mais acentuada. Enquanto os departamentos econômicos dos bancos projetavam desemprego em 6,5%, a PNAD Contínua registrou taxa de 5,2% – a menor da série histórica. O resultado contradiz as previsões de desaceleração nas contratações e reflete o dinamismo do setor de serviços e da indústria de transformação, impulsionados pelos investimentos públicos e pela estabilidade institucional.
A taxa de câmbio também surpreendeu positivamente. O dólar, que as projeções bancárias estimavam em R$ 6,00, encerrou o ano em menos de R$ 5,50 uma diferença mais de de 50 centavos que evidencia o excesso de pessimismo em relação à capacidade de o país equilibrar suas contas externas.
A principal falha de diagnóstico residiu na avaliação do comportamento do consumo das famílias. Os modelos econométricos dos “mercadores do caos” apostavam que os juros elevados paralisariam a demanda agregada.
Contudo, o IBGE registrou recordes sucessivos na massa salarial real ao longo de 2025, sustentada pelo impacto distributivo das políticas sociais e pelo aumento real do salário mínimo. Esse fator, subestimado nas análises, manteve o consumo aquecido mesmo diante do crédito mais caro.
A repetição desse padrão de erro, observado também em anos anteriores levanta questionamentos sobre a parcialidade e a neutralidade das projeções do setor financeiro. Para analistas independentes, o episódio reforça a necessidade de os agentes econômicos separarem avaliações técnicas de preferências políticas, sob pena de comprometerem a precisão de suas análises e, por extensão, a eficiência na alocação de recursos na economia brasileira.
Os números de 2025 evidenciam que a economia real, movida por variáveis estruturais como emprego, renda e consumo, mostrou-se mais robusta do que os modelos financeiros indicavam — um alerta para que as projeções de 2026 sejam recalibradas com maior rigor técnico e menor influência de vieses interpretativos.
Texto produzido com auxílio de IA por Marco Antônio Mourão –
Fonte: Poder 360 e ICL







