Mesmo líder na produção mundial, os EUA dependem do petróleo pesado venezuelano e veem no setor um fator-chave de influência no país
Os Estados Unidos são o maior produtor de petróleo do mundo, mas grande parte de suas refinarias é adaptada para processar petróleo pesado, como o extraído na Venezuela. Por isso, a principal riqueza venezuelana continua tendo importância estratégica para Washington, especialmente em meio à crise política no país.
Após ações militares em Caracas e a captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA assumiriam o controle do país até uma transição considerada segura. O plano inclui a entrada de grandes empresas petrolíferas norte-americanas para investir bilhões de dólares na recuperação da infraestrutura e retomar a produção.
A economia da Venezuela depende fortemente do petróleo, que responde por cerca de 90% das receitas de exportação. O país possui as maiores reservas do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, mas atualmente produz menos de 1% do total global, reflexo de décadas de queda na produção.
O colapso do setor começou no governo Hugo Chávez, marcado por corrupção na PDVSA, saída de investimentos estrangeiros, acidentes frequentes e sanções dos EUA intensificadas a partir de 2017. Hoje, a produção está em torno de 1 milhão de barris por dia, mantida parcialmente por licenças concedidas a empresas estrangeiras.
Fonte: dw.com







