Navio sancionado mudou de nome e rota após fugir de abordagem no Caribe; Rússia critica operação americana
Forças militares dos Estados Unidos interceptaram nesta quarta-feira (7) um petroleiro com bandeira russa que vinha sendo monitorado há quase três semanas no Atlântico. A embarcação, antes chamada de Bella 1, havia fugido de uma tentativa de abordagem no Caribe, em dezembro, quando seguia em direção à Venezuela.
Segundo o Comando Europeu dos EUA, o navio foi apreendido por violar sanções americanas. As autoridades afirmam que ele tentou escapar de um bloqueio imposto a embarcações sancionadas ligadas ao transporte de petróleo venezuelano.
O Ministério dos Transportes da Rússia classificou a ação como violação do direito marítimo internacional e afirmou que o navio navegava em mar aberto, fora das águas territoriais de qualquer país. Moscou informou ainda que perdeu contato com a embarcação após a abordagem.
Durante a perseguição, o petroleiro mudou de nome para Marinera e foi registrado na Rússia, de acordo com dados marítimos. Um oficial americano confirmou que a tripulação chegou a pintar uma bandeira russa no casco.
O navio havia sido sancionado em 2024 sob suspeita de transportar carga para uma empresa ligada ao grupo Hezbollah. O Reino Unido confirmou apoio operacional à interceptação. Após a ação, o controle da embarcação foi entregue às autoridades competentes.
Mais tarde, a Casa Branca confirmou a apreensão de um segundo petroleiro no Caribe, o Sophia. Segundo o governo americano, as duas embarcações fazem parte da chamada “frota fantasma”, usada para driblar sanções e transportar petróleo da Rússia, do Irã e da Venezuela.
Fonte: dw.com







