A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), historicamente ligada ao segmento expõe a participação direta de “grandes igrejas” e “grandes pastores” em um esquema sistêmico de fraudes contra aposentados no INSS.
O que deveria ser um refúgio espiritual transformou-se, para alguns dos maiores nomes do cenário evangélico brasileiro, em um balcão de negócios ilícitos.
A revelação, vinda de uma fonte inesperada, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), historicamente ligada ao segmento expõe uma ferida purulenta: a participação direta de “grandes igrejas” e “grandes pastores” em um esquema sistêmico de fraudes contra aposentados no INSS.
A denúncia é grave e aponta para um cenário de cinismo institucional. Segundo Damares, integrante da CPMI que investiga o caso, a comissão enfrenta uma barreira de silêncio e pressão política alimentada pelo medo de “tristeza dos fiéis”. É a lógica da blindagem religiosa sendo usada como escudo para crimes financeiros.
As investigações indicam que o esquema não é apenas periférico, mas atinge o núcleo de poder de instituições religiosas de alcance nacional. O modus operandi envolve a exploração de aposentados, cujos recursos estariam sendo desviados para alimentar as engrenagens de certas denominações.
“Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem’”, desabafou a senadora ao O que se vê é a tentativa de colocar figuras “sagradas” acima da lei, usando a fé como moeda de troca para paralisar o braço do Estado.
A investigação não poupa governos, atingindo desde a gestão de Onyx Lorenzoni ministro do Governo Bolsonaro até a de Carlos Lupi Ministro do Governo Lula, mas o componente religioso traz um novo nível de perversidade à trama. O uso da estrutura eclesiástica para lavar dinheiro ou facilitar fraudes contra uma das camadas mais vulneráveis da população, os idosos, exige uma resposta rigorosa.
A questão que fica para a sociedade brasileira é: até quando o título de “pastor” ou o nome de uma “grande igreja” servirá de salvo-conduto para o crime?
Se a CPMI de fato marca uma “nova era”, como afirma Damares, ela precisa romper o cordão sanitário que protege os vendilhões do templo modernos.
Fonte: Metropoles e SBT News







