Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) aponta funcionamento precário de unidades ligadas ao controle de endemias, enquanto governador de SP nega problemas
Pesquisadores que atuam no combate a doenças endêmicas, como dengue, febre amarela e doença de Chagas, afirmam que antigos laboratórios da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), extinta em 2022, enfrentam um cenário de abandono. O governador paulista contesta as acusações.
Com o fim da Sucen, aprovado pela Assembleia Legislativa em 2020 durante a gestão João Doria (PSDB), 14 laboratórios foram transferidos ao Instituto Pasteur. Segundo a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), o instituto não possui estrutura administrativa adequada para absorver oficialmente as unidades, especialmente as localizadas no interior.
A entidade afirma que mais de dez laboratórios operam sem CNPJ e de forma precária, o que comprometeria pesquisas e o apoio técnico a municípios menores. Para a presidente da APqC, Helena Dutra Lutgens, a desestruturação afetou diretamente o controle de endemias em regiões que dependiam da atuação da Sucen.
Fonte: Metrópoles







