Crime ocorrido em 2022 chocou o país e levou a investigações sobre vínculos entre políticos e a Igreja da Unificação
Tetsuya Yamagami, de 45 anos, foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (21) pelo assassinato do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. O crime ocorreu em julho de 2022, durante um comício eleitoral na cidade de Nara, quando Abe foi atingido por disparos feitos com uma arma caseira.
Durante o julgamento, Yamagami confessou o ataque. A promotoria afirmou que o objetivo do réu era chamar a atenção para a Igreja da Unificação, organização religiosa que ele responsabilizava pela ruína financeira de sua família após doações feitas por sua mãe.
O assassinato causou comoção no Japão, onde crimes com armas de fogo são raros, e expôs falhas no esquema de segurança do evento. O caso também levou a investigações que revelaram vínculos entre a igreja e políticos do Partido Liberal Democrático, resultando na renúncia de ministros e, em 2025, na dissolução da filial japonesa da organização.
Após o crime, o país endureceu as leis sobre armas, passando a punir o compartilhamento de instruções para fabricação ou venda de armamentos nas redes sociais.
Fonte: dw.com







