Ligiane Marinho de Ávila foi localizada no Reino Unido; defesa afirma que ela pretende retornar ao Brasil para responder ao processo
A Justiça de Campinas solicitou a extradição de Ligiane Marinho de Ávila, ex-servidora acusada de desviar ao menos R$ 5,3 milhões de recursos públicos destinados a pesquisas do Instituto de Biologia da Unicamp. A Polícia Federal localizou a investigada no Reino Unido.
O pedido foi feito pela 5ª Vara Criminal de Campinas, com base em mandado de prisão preventiva em vigor no Brasil e no exterior. O Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional foi acionado para auxiliar no cumprimento da medida.
Segundo o Ministério Público, Ligiane teria emitido notas fiscais falsas por meio de empresa própria para justificar gastos de projetos financiados pela Fapesp. A investigação aponta que, entre 2018 e 2023, sua conta pessoal movimentou mais de R$ 6,6 milhões.
A ex-servidora responde por peculato e lavagem de dinheiro e pode ser condenada a até 36 anos de prisão. Em nota, a defesa afirma que ela pretende comparecer ao julgamento no Brasil, marcado para os dias 26 e 27 de janeiro, e sustenta que as transações ocorreram com conhecimento dos pesquisadores.
Fonte: g1.globo.com







