Um suspeito foi preso em Ribeirão Preto (SP); grupo atuava com estrutura hierárquica e notas fiscais falsas em seis estados: RJ, SP, ES, MG, PR e SC
Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Haras do Crime, que investiga um esquema milionário de furto de petróleo de oleodutos da Transpetro em Guapimirim, na Baixada Fluminense. As ações cumpriram 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
Um dos alvos, Davison Luiz Senhorine, de 42 anos, foi preso na cidade de Ribeirão Preto (SP), no bairro Ribeirânia. De acordo com as autoridades, ele já havia sido detido em 2022 pelo mesmo crime. Até o fechamento desta reportagem, a defesa do suspeito não havia sido localizada para se manifestar.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), tiveram início em 2024, após uma prisão em flagrante por furto de petróleo dentro de uma propriedade rural conhecida como Fazenda Garcia, pertencente a uma família historicamente ligada à contravenção e ao carnaval carioca. A polícia ressalta que não há mandados contra integrantes da família Garcia nesta etapa da operação.
Segundo os investigadores, o grupo criminoso desarticulado possuía estrutura funcional, hierarquia operacional e atuação interestadual. O modus operandi incluía a perfuração clandestina do duto, proteção armada do local, carregamento rápido em caminhões-tanque e transporte por rotas entre estados. O petróleo era posteriormente comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachada.
O prejuízo estimado com os desvios ultrapassa R$ 6 milhões. As perfurações eram realizadas dentro da Fazenda Garcia, mas a investigação aponta que os atuais arrendatários da propriedade estão entre os suspeitos. A operação buscou atingir toda a cadeia do esquema, desde a extração ilegal até a comercialização do combustível.
Fonte: G1 Ribeirão Preto







