Ministro acumula críticas por vínculos políticos, decisões controversas e condução de investigações sensíveis
Ministro do Supremo Tribunal Federal desde 2009, José Dias Toffoli tem uma trajetória marcada por controvérsias desde sua indicação pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proximidade com o PT, somada a decisões judiciais de grande repercussão, sempre gerou questionamentos sobre sua atuação na Corte.
As críticas mais recentes envolvem o inquérito do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em 2025 e investigada por suspeitas de fraudes. Toffoli assumiu o caso no STF após aceitar pedido da defesa para a transferência do processo, decisão que concentrou a condução da investigação em seu gabinete e provocou desconforto entre investigadores, juristas e parlamentares.
O episódio ganhou novos contornos após reportagens revelarem a ligação indireta de familiares do ministro com um resort no Paraná frequentado por ele, além de encontros com empresários e políticos no local. Também causou repercussão uma viagem do ministro em um jatinho particular, no qual estava um advogado ligado ao banco investigado.
Diante das críticas, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota em defesa do tribunal e de Toffoli, afirmando que a Corte atua com base na Constituição e que eventuais irregularidades serão analisadas nos ritos internos. Mesmo assim, o caso reacendeu o debate sobre imparcialidade, limites da atuação judicial e a relação entre o Judiciário e o poder político e econômico.
Fonte: bbc.com







