Em discurso na sessão da Câmara, vereador Matheus Ribaldo (PSD) aponta falta de planejamento e levanta suspeitas graves: “ou é incompetência ou é corrupção”
A cidade de Porto Ferreira emergiu nesta semana de um cenário degradante que durou dez dias: montanhas de lixo acumulado, mau cheiro e proliferação de pragas urbanas. O que a administração municipal tenta vender como uma solução ágil, a contratação de uma nova empresa em caráter emergencial é, na verdade, o estopim de uma crise política que ganhou tons de denúncia grave na Câmara Municipal nesta terça-feira (27/01).
Durante o uso da palavra livre, o vereador Matheus Ribaldo não poupou críticas ao que chamou de “desgoverno”, expondo vísceras de uma gestão que parece ter trocado o planejamento pela política dos contratos emergenciais, onerando drasticamente os cofres públicos.
O dado mais alarmante revelado pelo parlamentar é o impacto financeiro da nova contratação. Enquanto o serviço anterior custava cerca de R$ 165.000,00 mensais, a nova empresa assumiu o serviço por aproximadamente R$ 247.000,00 por mês.
- Aumento real: R$ 82.000,00 extras mensalmente.
- Percentual: um salto de quase 50% no custo de um serviço essencial.
Para Ribaldo, o cenário é de um “governo do emergencial”, citando que este é o terceiro contrato do tipo em apenas um ano (após limpeza de creches/UBSs e gestão do aterro). “A coleta já vinha dando sinais de problemas desde o final do ano. E o que a prefeitura fez para evitar o colapso? Nada”, disparou o vereador.
Incompetência ou Corrupção? O tom da crítica subiu quando o vereador confrontou a justificativa da falha na prestação de serviço, que afetou severamente bairros como Jardim Anésia, Águas Claras, Porto Belo e Jardim Centenário. Segundo ele, o descaso com a periferia é a prova de uma gestão sem compromisso.
“Fica claro apenas duas justificativas para essa falha na coleta de lixo. Ou a incompetência do governo ou é corrupção clara”, afirmou Ribaldo, convocando a população a refletir sobre qual das duas opções melhor descreve a atual situação da cidade.
Contradição – enquanto o custo do lixo sobe quase 50%, o prefeito municipal publicou um novo decreto de contenção de gastos. Para a oposição, a medida é uma confissão de culpa. Como falar em economizar recursos quando o desperdício por falta de cronograma obriga a cidade a pagar muito mais caro por serviços básicos que foram interrompidos?
O vereador encerrou sua fala prometendo levar o caso ao Ministério Público para que os responsáveis pela “situação calamitosa” sejam devidamente punidos. Enquanto isso, o ferreirense, que paga impostos altos, segue vigiando a calçada para ver se o serviço, agora bem mais caro, será de fato entregue com a dignidade que a cidade exige.
Fonte: site oficial da Câmara de Porto Ferreira – Sessão Ordinária do dia 26 de Janeiro







