Em duro golpe contra a atual administração, vereador Rodrigo Louzada denuncia retrocesso em serviço que já foi referência e alerta para risco de elevação dos impostos e taxas municipais para cobrir a incompetência no setor de Zeladoria do município.
A crise na coleta de lixo, que deixou bairros mergulhados em detritos e mau cheiro por 10 dias, tornou-se o símbolo máximo da fragilidade administrativa da atual gestão. Em sessão ordinária na Câmara Municipal nesta terça-feira (27), o vereador Rodrigo Louzada subiu à tribuna para traçar um comparativo devastador: Porto Ferreira saiu de um modelo de eficiência e bem avaliado pelo população para um cenário de “incompetência deliberada” e desperdício de dinheiro público.
O parlamentar expôs o que muitos nos bastidores já classificam como uma estratégia perigosa: a substituição de contratos planejados por contratos emergenciais, que custam significativamente mais caro aos cofres municipais.
Louzada lembrou que a cidade viveu um período de estabilidade absoluta no setor de coleta de lixo urbano no município. A empresa que operava manteve o serviço sem interrupções por quase oito anos, figurando no topo das pesquisas de satisfação popular.
Oito anos essa empresa fez a coleta e não deu problema. Pelo contrário, era um dos serviços mais bem avaliados pela população. O que mudou? Será que tem algum “rolo nesse negócio”, inclusive com a suspeição de uso inadequado de dinheiro público.
A crítica mais ácida de Louzada focou na modalidade de contratação da atual gestão. Ao classificar o governo como uma “administração expert em contrato emergencial”, o vereador destacou que este é o terceiro dispositivo do tipo assinado em tempo recorde.
- Prejuízo: contratos emergenciais, por natureza, dispensam licitações amplas e costumam apresentar valores muito acima do mercado. No caso atual, o aumento chega a quase 50% em relação ao contrato anterior.
- A conta vai para o povo: Lousada alertou que o dinheiro público “não dá cria” e que o rombo gerado por essa má gestão pode resultar em tentativas de aumento de impostos, como o IPTU ou a taxa de lixo.
“Planeja mal, gasta mal e joga nos ombros do povo mais impostos. Não há caixa que dê conta desses contratos emergenciais”, disparou Louzada.
Falta de respeito – O vereador relatou que ele próprio sentiu na pele o descaso, com lixo acumulado na porta de sua residência por vários dias. Para ele, a situação foi uma total falta de respeito com o povo trabalhador e uma demonstração clara de que a transparência e o planejamento foram banidos da atual administração municipal.
Fonte: site oficial da Câmara de Porto Ferreira – Sessão Ordinária do dia 26 de Janeiro







