Ratos, furões e cães realizam tarefas complexas com eficiência, precisão e vínculo emocional
Mesmo com o avanço da tecnologia, alguns trabalhos continuam dependendo exclusivamente das habilidades dos animais. Em diferentes partes do mundo, espécies treinadas realizam missões que seriam demoradas, arriscadas ou até impossíveis para humanos e robôs.
Um exemplo vem da ONG APOPO, que utiliza ratos-gigantes-africanos, conhecidos como HeroRATs, para localizar minas terrestres. Leves, inteligentes e altamente treináveis, eles conseguem identificar explosivos pelo olfato e sinalizar o local exato para a remoção segura. Em mais de 25 anos de atuação, a organização já limpou cerca de 120 milhões de metros quadrados de áreas contaminadas em países como Angola e Camboja, sem perder um único animal em campo.
Na Inglaterra, furões também mostram sua utilidade em tarefas pouco convencionais. Treinados por especialistas, eles atravessam canos, drenos e espaços estreitos para localizar bloqueios ou ajudar na instalação de cabos de fibra óptica. Ágeis e curiosos por natureza, esses animais são usados há séculos em atividades humanas e seguem sendo valiosos em trabalhos de difícil acesso.
Os cães, por sua vez, continuam insubstituíveis na área da saúde. Além de detectar drogas e explosivos, eles são capazes de identificar doenças como câncer, epilepsia e covid-19 pelo olfato extremamente apurado. Também atuam como cães de assistência médica, alertando seus tutores sobre crises iminentes e oferecendo apoio emocional.
Esses exemplos mostram que, mesmo em uma era dominada por máquinas, os animais seguem essenciais em tarefas que exigem sensibilidade, precisão e confiança, provando que algumas habilidades ainda não podem ser replicadas pela tecnologia.
Fonte: bbc.com







