Investigação aponta contradições em depoimento e indicia adultos por coação a testemunha
A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, e pediu à Justiça a internação provisória de um adolescente suspeito de envolvimento no crime. A medida pode durar até 45 dias, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O inquérito também resultou no indiciamento de três adultos, parentes dos suspeitos, por coação a testemunha. Segundo a polícia, o laudo apontou que Orelha, um cão comunitário de cerca de 10 anos, morreu após sofrer uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido.
As investigações analisaram mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança e ouviram 24 testemunhas. As imagens indicam que o adolescente deixou o condomínio na madrugada do crime, o que contradiz seu depoimento à polícia.
O jovem viajou para o exterior logo após o episódio e foi abordado pelas autoridades ao retornar ao Brasil. Em nota, a defesa afirmou que não há elementos para conclusões definitivas e alegou não ter acesso integral ao inquérito.
No mesmo caso, outros quatro adolescentes foram investigados por maus-tratos contra o cão Caramelo, que teria sido alvo de uma tentativa de afogamento, mas conseguiu escapar e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Fonte: dw.com







