Envelhecimento acelerado no Brasil expõe carência de estrutura pública e amplia riscos para idosos vulneráveis
O crescimento rápido da população idosa no Brasil tem evidenciado a falta de políticas públicas voltadas ao acolhimento dessa parcela da sociedade. Dados do IBGE mostram que cerca de 161 mil pessoas vivem em asilos ou instituições de longa permanência, enquanto o número de idosos aumentou 57,4% entre 2010 e 2022. A tendência é que, até 2031, haja mais idosos do que crianças no país.
Segundo o promotor de Justiça da Pessoa Idosa, Carlos Cezar Barbosa, muitos municípios não desenvolveram estrutura suficiente para atender idosos em situação de vulnerabilidade, o que favorece o surgimento de casas de repouso clandestinas. Esses locais, muitas vezes, funcionam sem cumprir normas sanitárias e oferecem condições precárias de vida.
Em Ribeirão Preto, no fim de 2025, a Vigilância Sanitária identificou diversas irregularidades em três casas de repouso irregulares, que acabaram interditadas. Problemas como falta de higiene, presença de insetos e estrutura inadequada foram constatados, mesmo com cobrança de mensalidades elevadas.
O promotor destaca que instituições conveniadas ao poder público não conseguem atender toda a demanda e recebem poucos recursos para ampliar vagas. Com isso, o combate aos abrigos clandestinos se torna mais difícil, já que o fechamento desses locais exige a realocação imediata dos idosos.
Especialistas defendem alternativas como apoio financeiro a cuidadores familiares e fiscalizações mais rigorosas. As famílias também são orientadas a verificar se a instituição possui alvará e a acompanhar de perto o tratamento oferecido aos idosos, garantindo que tenham uma vida digna e segura.
Fonte: g1.globo.com







