Vereador carioca Rick Azevedo, do PSOL, lider do movimento “Vida além do trabalho” afirma que discurso de pânico econômico por uma parte dos empresários e de políticos de direita tenta barrar mudança na jornada
O fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias por semana e tem apenas um de descanso, deve ganhar prioridade no Congresso em 2026. A sinalização foi dada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e animou integrantes do movimento Vida Além do Trabalho (VAT).
Fundador do movimento, o vereador carioca Rick Azevedo, do PSOL, acredita que a proposta pode ser aprovada ainda no primeiro semestre do próximo ano. Ex-balconista de farmácia, ele ganhou visibilidade ao relatar nas redes sociais a rotina exaustiva da escala 6×1 e liderou uma petição que reúne quase 3 milhões de assinaturas.
Azevedo rebate críticas de empresários e economistas, que apontam riscos à economia e prejuízos a pequenas e médias empresas. Para ele, o argumento se repete sempre que direitos trabalhistas entram em debate e tem como objetivo manter jornadas longas e salários baixos.
Apesar do amplo apoio popular, a resistência no Congresso ainda é expressiva. Pesquisa Genial/Quaest mostra que 72% da população defendem o fim da escala, enquanto entre os deputados o apoio é de 42%, com 45% contrários.
Mesmo assim, o vereador se diz confiante. Segundo ele, a pressão popular pode levar parlamentares a rever posições. Azevedo também critica o governo Lula por dificuldades no diálogo com trabalhadores, mas afirma que o apoio do Planalto à pauta é resultado da mobilização social.
Fonte: bbc.com







