Unidades de Araras, São Carlos e Pirassununga adotam novo modelo e passam por período de adaptação com acompanhamento da Secretaria de Educação
Três escolas estaduais localizadas em Araras, São Carlos e Pirassununga, no interior de São Paulo, começaram o ano letivo de 2026 com mudanças no formato de ensino após a adoção do modelo cívico-militar. A proposta tem como principal objetivo melhorar a disciplina em sala de aula e criar um ambiente mais favorável ao aprendizado.
Em Araras, a mudança foi implementada na Escola Estadual Yolanda Salles Cabianca após solicitação da própria comunidade escolar. Alunos relataram dificuldades causadas pela falta de disciplina, o que, segundo eles, comprometia o rendimento acadêmico. Diante das queixas, estudantes, funcionários e demais membros da escola participaram de uma votação que resultou na aprovação do novo modelo.
A adaptação teve início na segunda-feira, dia 2. A estudante Jhully Gama, de 17 anos, que participou da votação, afirma que o clima na escola já apresenta sinais de melhora. Segundo ela, conflitos eram frequentes e agora a rotina está mais organizada, embora o processo de adaptação ainda esteja em andamento.
A orientação dos alunos em Araras conta com a presença de dois militares. A equipe escolar ainda passará por treinamentos específicos e aguarda a entrega dos uniformes, que serão fornecidos pelo governo estadual. A diretora da unidade, Deborah Albertini Silva de Lima, explica que os profissionais participarão de encontros periódicos e cursos de formação oferecidos pela Secretaria da Educação do Estado para se adequar ao novo formato.
De acordo com a diretora, mudanças práticas já são percebidas no dia a dia da escola, especialmente na organização da rotina. A circulação dos alunos, os horários de intervalo e de almoço passaram a ocorrer de forma mais ordenada, o que, segundo ela, contribui diretamente para o trabalho pedagógico e para a melhoria da aprendizagem.
A expectativa é que, com o avanço do modelo, a melhora na disciplina reflita também nos indicadores educacionais. A dirigente regional de ensino, Ana Paula Rivera Mazzi Eloy, destaca que as escolas cívico-militares são acompanhadas de perto pela supervisão de ensino, que monitora dados e índices educacionais. Em conjunto com a gestão das unidades, são definidos os melhores caminhos para fortalecer o aprendizado dos estudantes.
Fonte: g1.globo.com







