Caso ocorreu em 2023, é investigado sob sigilo e levanta questionamentos sobre transparência no modelo adotado pelo governador Ratinho Jr
Ao menos nove alunas, entre 11 e 13 anos, denunciaram um monitor militar por supostos toques inapropriados em uma escola cívico-militar de Cornélio Procópio, no Paraná. Os fatos teriam ocorrido em 2023 e são investigados como estupro de vulnerável. O processo corre sob sigilo e ainda não há decisão definitiva. O Ministério Público do Paraná se manifestou pela absolvição do investigado.
Mesmo após as denúncias, o monitor continuou atuando na escola, sendo posteriormente transferido para funções administrativas. O desligamento ocorreu apenas em 2025.
O modelo cívico-militar, implantado em 2021 e defendido pelo governo Ratinho Júnior, é o maior do país e deve ser ampliado em 2026. Apesar da alta procura por vagas, o programa é alvo de críticas e de ação no Supremo Tribunal Federal.
Levantamento identificou ao menos quatro investigações sigilosas envolvendo denúncias de abuso em escolas desse modelo no Estado, todas com demissões. O governo afirma adotar política de tolerância zero e informa 14 desligamentos por assédio, sem detalhar os casos.
Diferentemente do que ocorre com servidores civis, cujos processos administrativos são divulgados no Portal da Transparência, dados sobre investigações envolvendo militares não são tornados públicos, o que gera questionamentos de entidades sindicais sobre a falta de transparência.
Fonte: bbc.com







