MP aponta uso de produto inadequado em cirurgias de catarata em Taquaritinga(SP) e avalia nova ação contra profissionais
O Ministério Público vai apurar a responsabilidade individual da equipe que realizou um mutirão de cataratas em 21 de outubro de 2024, no AME de Taquaritinga (SP), após 13 pacientes perderem total ou parcialmente a visão.
As investigações apontaram que, ao final das cirurgias, foi utilizada uma substância destinada à assepsia da pele no lugar de soro adequado para os olhos. O produto não poderia ter contato com a região ocular. No dia, atuavam um oftalmologista, dois enfermeiros e quatro técnicos de enfermagem.
Segundo o promotor Ilo Wilson Marinho, os envolvidos podem responder por lesão corporal gravíssima, com possibilidade de indenização às vítimas na esfera penal. Não há previsão inicial de prisão, mas podem ser aplicadas sanções como restrição de direitos e impedimento do exercício profissional.
Na esfera cível, o Estado de São Paulo e a Fundação Santa Casa de Franca já foram condenados em primeira instância. Também houve decisão para pagamento de indenizações, pensão vitalícia e acompanhamento médico às vítimas, além de R$ 1 milhão ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
Os pacientes seguem em tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Seis recuperaram visão parcialmente funcional após transplante de córnea, três tiveram evolução intermediária e quatro perderam o globo ocular. O caso também é investigado pela Polícia Civil e pelos conselhos profissionais.
Fonte: g1.globo.com







