Empresa BMB atraía vítimas com falsas avaliações de hotéis e ganhos de até R$ 250 mil; Polícia Civil investiga crime contra a economia popular ocorrido no município de Matão (SP).
O sonho da renda extra se tornou um prejuízo real para mais de uma centena de moradores de Monte Alto, no interior de São Paulo. A Polícia Civil investiga a empresa BMB, suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira que deixou um rastro de vítimas após encerrar subitamente suas atividades no centro da cidade.
Até o momento, mais de 100 boletins de ocorrência foram registrados. Segundo as investigações coordenadas pelo delegado Marcelo Lorenço dos Santos, a empresa utilizava uma fachada de “avaliação de hotéis e pontos turísticos” para atrair investidores, prometendo remunerações astronômicas que podiam chegar a R$ 250 mil mensais para cargos de gerência.
Diferente de um negócio legítimo, onde o lucro provém da venda de produtos ou serviços, a BMB sustentava-se apenas pela entrada de novos membros. Para ingressar no suposto trabalho, os interessados eram obrigados a pagar comissões.
Nas redes sociais, a companhia buscava credibilidade ao afirmar ser parceira de um grande grupo internacional de viagens. O escritório físico operou por apenas três meses, tempo suficiente para captar dezenas de clientes por meio de convites via mensagens de celular e redes sociais.
Os relatos das vítimas revelam um padrão de persuasão e prejuízo financeiro. Uma das pessoas lesadas, que preferiu não se identificar, contou que acreditou na proposta após um convite por mensagem. Sem recursos próprios, chegou a pedir dinheiro emprestado para entrar no negócio, perdendo tudo quando o escritório fechou as portas.
A Polícia Civil agora foca em descobrir quem iniciou o modelo de negócio na região e se a empresa atuou em outras cidades ou estados. A investigação corre sob a tipificação de crime contra a economia popular. A polícia busca identificar os cabeças do esquema.







