A mãe administrava sedativos e pomadas anestésicas para facilitar os crimes cometidos pelo empresário. As sessões de violência sexual ocorria em uma chácara na zona rural de Indianópolis (MG).
Uma carta escrita tornou-se a chave para libertar uma adolescente de 12 anos de um pesadelo orquestrado dentro de casa. O que deveria ser um desabafo para uma amiga se transformou na prova inicial de um esquema monstruoso: a menina era dopada, agredida e obrigada pela própria mãe, de 36 anos, a se prostituir para um empresário de 57 anos na região do Triângulo Mineiro.
O caso teve seu desfecho na última quarta-feira (11/02) com o indiciamento dos dois envolvidos. A Polícia Civil concluiu que a mãe não apenas facilitava os encontros da filha com o abusador, como também lucrava com isso, recebendo valores de até R$ 2 mil mediante a entrega da própria criança para sessões de violência sexual em uma chácara na zona rural de Indianópolis.
De acordo com as investigações, em uma carta endereçada a uma amiga, ela detalhou os abusos e implorou por ajuda. A destinatária, ao tomar conhecimento do conteúdo, repassou a informação aos seus familares, que alertaram o Conselho Tutelar do município para apurar as suspeitas.
A Polícia Militar montou uma operação e se deslocou até uma chácara na região conhecida como ‘Beira Lago’. Ao adentrar o imóvel, os agentes se depararam com o empresário, de 57 anos, nu em um quarto ao lado da adolescente. Enquanto a filha era abusada sexualmente, a mãe aproveitava a piscina da propriedade, como se nada de errado estivesse acontecendo.
A investigação da Polícia Civil revelou camadas de crueldade no esquema. Para garantir que a menina não resistisse aos abusos, a própria mãe administrava Clonazepam, um sedativo, na criança. Além disso, os criminosos utilizavam pomadas anestésicas para minimizar as dores físicas causadas pelas violências, numa tentativa calculada de prolongar os abusos sem que o corpo da vítima “desse sinais”.
A adolescente também sofria agressões com fios elétricos e era constantemente ameaçada de morte para que mantivesse silêncio sobre o esquema criminoso. A mãe coagia a menina a se prostituir e utilizava métodos para anular qualquer possibilidade de resistência, inclusive química.
O empresário foi indiciado por estupro de vulnerável de forma reiterada. Já a mãe responderá por favorecimento à prostituição de vulnerável, também em caráter contínuo. Se condenados, a mulher pode pegar até 16 anos de reclusão pelos crimes de corrupção de menores e exploração sexual, enquanto o abusador está sujeito a uma pena de até 18 anos de prisão.
Ambos estão presos preventivamente em unidades prisionais do Triângulo Mineiro: a mãe no Presídio Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia, e o empresário no Presídio de Araguari.
Fonte: G1 Triângulo Mineiro e Metropoles







