Patrick Brito, foragido na Sérvia, pretende detalhar suposto esquema de invasão de celulares e grampos ilegais ligados a delegado de Araçatuba
O hacker Patrick Brito, que denunciou policiais civis de São Paulo por suposto envolvimento em invasão de dispositivos e grampo ilegal, negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Ele pretende detalhar todos os agentes que estariam envolvidos no esquema.
Foragido na Sérvia, Brito afirma ter sido cooptado pela equipe do delegado Carlos Henrique Cotait, de Araçatuba, para obter provas ilegais usadas em diferentes inquéritos. O caso ganhou repercussão após denúncia de um alvo da Operação Raio-X, deflagrada em agosto de 2020, que investigava suposto desvio de recursos em contratos entre prefeituras e organizações sociais.
Entre os alvos das invasões estava o médico Franklin Cangussu Sampaio, ligado ao ex-governador Márcio França (PSB), atual ministro do Empreendedorismo. Após ter o celular apreendido por policiais, ele passou a ser extorquido. Mais tarde, foi identificado que Brito teria sido o responsável pelo crime, alegando ter agido com apoio da equipe do delegado.
Diversos procedimentos nas Corregedorias de Santos, Araçatuba e Iguape resultaram apenas no afastamento de um policial. Em outubro de 2024, a 5ª Vara Federal de Santos instaurou dois inquéritos a partir das denúncias de Brito. Em setembro do ano passado, a procuradora Gabriela Saraiva Hossri afirmou que os mais de 70 documentos apresentados pelo hacker “indicam a possível participação de outros policiais civis” e cobrou a conclusão das perícias técnicas para verificar a autenticidade das provas.
Fonte: Metrópoles SP







