Decisão da Suprema Corte dos EUA muda regras e abre espaço para setores como alimentos e agroindústria
A elevação das tarifas globais anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganhou novo contorno após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte do programa tarifário baseado em lei de emergência econômica. Por seis votos a três, os ministros entenderam que a criação de tarifas é competência do Congresso, e não do Executivo.
Com isso, foi anulada a sobretaxa adicional que, em alguns casos, elevava a taxação sobre produtos brasileiros a 50%. No auge das medidas, 37% das exportações do Brasil aos Estados Unidos foram afetadas. Após negociações, o índice caiu para 22%. Agora, para itens antes isentos, passa a valer tarifa de 15%.
Levantamento da Confederação Nacional da Indústria estima que a reversão das tarifas pode representar impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações brasileiras, com base em dados de 2024.
Para especialistas, o cenário não significa retorno à normalidade, mas uma mudança na natureza do risco. A nova configuração pode abrir espaço para reorganização de contratos e margens, principalmente em setores competitivos como alimentos e produtos agroindustriais. Ainda assim, permanece a avaliação de que as tarifas seguem como instrumento político e podem voltar sob outros fundamentos legais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também apontou que itens como aço e alumínio, enquadrados na Seção 232 da legislação americana, ainda podem enfrentar disputas jurídicas. Mesmo com incertezas, analistas veem oportunidade para a indústria brasileira ampliar participação no mercado norte-americano.
Fonte: noticias.r7.com







