Kremlin diz que mantém busca por objetivos por vias políticas e diplomáticas, mas responsabiliza Kiev por avanços nas negociações
A Rússia declarou nesta terça-feira (24) que o conflito na Ucrânia deixou de ser apenas uma operação militar e passou a representar um embate mais amplo com países do Ocidente. Segundo o governo russo, a participação direta de nações da Europa Ocidental e dos Estados Unidos ampliou o alcance da guerra e intensificou a disputa geopolítica.
A manifestação ocorreu exatamente quatro anos após o envio de dezenas de milhares de soldados russos ao território ucraniano, decisão tomada pelo presidente Vladimir Putin. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que, na visão de Moscou, os países ocidentais tinham e ainda mantêm a intenção de enfraquecer ou destruir a Rússia.
De acordo com Peskov, a chamada operação militar especial evoluiu para um confronto de maiores proporções após o envolvimento direto de governos ocidentais. Ele destacou, contudo, que Moscou segue disposta a atingir seus objetivos também por meios políticos e diplomáticos.
Questionado sobre a possibilidade de um acordo negociado, o porta-voz declarou que a posição russa permanece estável e orientada para a paz, mas afirmou que o avanço das tratativas dependeria das decisões do governo ucraniano, ao qual se referiu como regime de Kiev.
Peskov acrescentou que ainda não há definição sobre data ou local para uma nova rodada de negociações entre os dois países. Segundo ele, os detalhes seguem em discussão e há expectativa de que o diálogo tenha continuidade.
Fonte: cnnbrasil.com







