Procon-RJ intensifica blitzen contra “bomba baixa” e adulteração, enquanto setor aponta migração da sonegação para golpes ao consumidor
O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires, tem surpreendido postos ao agir como cliente comum antes de revelar a fiscalização. Com um galão nas mãos, ele mede o combustível abastecido e registra tudo em vídeo. As ações, divulgadas nas redes sociais, tornaram-se símbolo do combate às fraudes.
Segundo Pires, os golpes estão mais sofisticados e, em grande parte, são eletrônicos. O chamado “chip na bomba” manipula a contagem de litros e entrega menos combustível do que o indicado. Também crescem os casos de adulteração com solventes e metanol.
De acordo com o Instituto Combustível Legal, presidido por Emerson Kapaz, o aperto contra a sonegação fiscal levou parte dos fraudadores a migrar para irregularidades operacionais. O instituto ampliou o programa de “cliente misterioso” e encaminha laudos à Agência Nacional do Petróleo quando identifica indícios de fraude.
Apesar do problema, o setor avalia que o ambiente regulatório melhorou com medidas como a lei do Devedor Contumaz e operações policiais, a exemplo da Operação Carbono Oculto.
No mercado, empresas como Vibra Energia, Ultrapar e Raízen vêm sendo vistas como beneficiadas pelo cerco aos operadores irregulares. Para o analista Vicente Falanga, do Bradesco BBI, o movimento pode repetir no Brasil o efeito observado em outros países após o endurecimento das regras.
Fonte: braziljournal.com







