Decisão do Ministério da Justiça é resultado de investigação que apontou esquema bilionário com atuação em vários estados
O ex-agente da Polícia Federal Moacyr de Moura Filho teve a aposentadoria cassada por decisão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Preso em 2016, ele foi acusado de colaborar com uma organização criminosa que, segundo as investigações, movimentava até R$ 600 mil por dia.
Moura Filho foi alvo da Operação Celeno, que apurou o contrabando de anabolizantes e eletrônicos do Paraguai para São Paulo. De acordo com a apuração, ele repassava informações sigilosas ao líder do grupo, Gilson de Moura, que é seu tio e morava no mesmo condomínio, em Ribeirão Preto.
A operação cumpriu 138 mandados judiciais em quatro estados e resultou em 28 prisões e 86 denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Sete aeronaves usadas no transporte das mercadorias foram apreendidas. A polícia estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 3 bilhões por ano.
Esta é a segunda punição administrativa com perda de aposentadoria aplicada ao ex-agente. A primeira ocorreu em 2023, na gestão do então ministro Flávio Dino. A nova sanção ficará suspensa e só valerá caso a anterior seja revertida na Justiça.
Fonte: Metrópoles







