Jovem comanda um grupo “panelas” que cometia vários crimes: produção de pornografia infantojuvenil, maus-tratos a animais e obrigava vítimas a rituais de sangue, automutilação e extorsões de até R$ 40 mil
Uma investigação da 38ª Delegacia de Polícia (Brás de Pina) revelou o funcionamento de uma verdadeira rede de terror psicológico e violência extrema que atuava dentro de plataformas de jogos e mensagens como Discord e Telegram.
Nesta última sexta-feira (27), agentes capturaram, na Zona Norte do Rio, um adolescente responsável por comandar comunidades virtuais que iam desde a automutilação e tortura ao vivo até a extorsão de altos valores e exploração sexual de menores.
De acordo com as investigações, o rapaz, que se escondia sob um codinome, era o líder de grupos estruturados chamados de “panelas”. Esses ambientes digitais eram voltados para a prática sistemática de crimes, incluindo a produção de pornografia infantojuvenil, maus-tratos a animais e a disseminação de conteúdo de violência explícita.
O nível de crueldade empregado pelo jovem, detalhado pelos agentes, chocou os investigadores. Entre os métodos de tortura psicológica e física estavam os chamados “rituais de sangue”, nos quais as vítimas eram coagidas a escrever o codinome do criminoso na própria pele utilizando o próprio sangue. Em situações de tortura transmitidas ao vivo, menores eram forçados a atear fogo no próprio corpo e a realizar atos de conotação sexual sob coação.
Além do sadismo, o grupo também tinha fins lucrativos. Em um dos casos relatados pela polícia, o adolescente conseguiu extorquir R$ 40 mil de uma vítima. O pagamento era exigido como condição para não divulgar imagens íntimas obtidas pelo grupo.
A apreensão do adolescente ocorreu após intensas diligências da equipe da 38ª DP. O material digital apreendido com ele comprova que o alcance da organização criminosa ia muito além da manipulação psicológica, configurando uma associação criminosa digital de alta periculosidade.
O adolescente agora responderá por atos infracionais análogos a uma série de crimes graves, entre eles: associação criminosa, induzimento ou auxílio ao suicídio, produção de pornografia infantojuvenil, extorsão, além de crimes contra o meio ambiente e preconceito, devido aos maus-tratos a animais e à natureza dos ataques.
Fonte: Agenda do Poder







