Três servidores chegaram a receber mais de R$ 200 mil em novembro, números impulsionados por gratificações e penduricalhos que extrapolam o teto constitucional
Na folha de pagamento de novembro do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), 791 dos 892 procuradores e promotores receberam salários líquidos superiores a R$ 100 mil, o equivalente a 88,6% do total. Entre eles, 65 tiveram vencimentos acima de R$ 150 mil e três ultrapassaram a marca de R$ 200 mil depositados em conta.
O cenário não é isolado nem pontual. Em outubro, 93,2% dos servidores receberam acima de R$ 100 mil, enquanto em setembro o percentual foi de 91%. O contracheque de dezembro, último disponível no portal da transparência, mostra que 90% mantiveram esse patamar de remuneração.
O aumento dos valores em dezembro se deve a gratificações natalinas: 101 magistrados receberam mais de R$ 200 mil. Todos têm salários brutos entre R$ 37 mil e R$ 41 mil, abaixo do teto constitucional de R$ 46.366,19, mas recebem diversos adicionais que não são considerados no cálculo do limite legal.
Especialistas apontam que o quadro observado no MPRJ reflete uma realidade comum em outros órgãos do Rio de Janeiro, onde gratificações e indenizações incorporadas à remuneração elevam substancialmente os rendimentos, sem respeitar o teto aplicado a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: InfoMoney







