A medida visa rastrear o fluxo financeiro de um complexo esquema que une lideranças religiosas, crimes previdenciários e a esfera política.
Em um desdobramento decisivo para as investigações sobre redes de corrupção e lavagem de dinheiro, a CPI do Crime Organizado aprovou transferência dos sigilos bancário e fiscal do pastor evangélico Fabiano Zettel. A medida visa rastrear o fluxo financeiro de um complexo esquema que une lideranças religiosas, crimes previdenciários e a esfera política.
O nome de Zettel surgiu no radar dos investigadores após denúncias que o apontam como peça-chave em uma engrenagem de fraudes financeiras. Segundo o relatório preliminar da comissão, o pastor é suspeito de gerenciar recursos oriundos de descontos indevidos em folhas de pagamento do INSS, lesando aposentados e pensionistas em escala nacional.
A CPI apura:
- Lavagem de dinheiro: o uso de instituições religiosas para ocultar a origem de capitais ilícitos.
- Caixa dois: movimentações financeiras não declaradas que teriam abastecido estruturas de poder.
- Financiamento irregular de campanha: a investigação aponta que Zettel teria atuado como um “facilitador” logístico para candidatos.
Um dos pontos mais sensíveis da investigação diz respeito ao uso de uma aeronave de posse do pastor. Depoimentos e registros de plano de voo sugerem que o avião foi emprestado a diversos políticos durante períodos eleitorais, sem a devida declaração à Justiça Eleitoral.
Fonte: otempo.com.br







