Conflito entre EUA, Israel e Irã aumenta número de vítimas, provoca evacuações e faz bolsas asiáticas caírem
Quase três semanas após o início da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, a região segue em tensão. Nas últimas 24 horas, um soldado francês morreu no Iraque, dois professores universitários foram mortos no Líbano e um avião-tanque da Força Aérea americana caiu no oeste do Iraque.
Israel, Irã e o grupo libanês Hezbollah continuam trocando ataques, enquanto explosões são registradas em Teerã, Beirute e no norte de Israel. Mais de 1 milhão de pessoas podem ser deslocadas devido às ofensivas em curso, segundo especialistas.
O impacto econômico também se intensifica. O petróleo Brent atingiu US$ 100 por barril, e o governo americano liberou compras de alguns produtos russos, medida que pode favorecer Moscou em meio à guerra na Ucrânia. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que poderia atacar infraestrutura energética se portos e instalações iranianas forem atingidos.
No plano diplomático, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Hormuz seguirá fechado, embora o embaixador iraniano na ONU tenha dado sinais contrários. Donald Trump sugeriu que tripulações de petroleiros deveriam “mostrar coragem” ao atravessar o estreito, palco de ataques a 16 embarcações nas últimas duas semanas.
A escalada já provocou quase 2 mil mortes no Irã e no Líbano, com dezenas de vítimas em outros países da região. Tropas francesas e da coalizão internacional também foram atingidas em ataques recentes no Curdistão iraquiano. Nos EUA, senadores planejam a primeira audiência pública sobre o conflito, enquanto o Pentágono reconhece avaliação equivocada sobre a disposição iraniana em fechar o Estreito de Hormuz.
Fonte: cnnbrasil.com







