TJ-SP mantém punição e fixa multa em 20 salários para os réus
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação de três investigadores acusados de receber propina e repassar informações sigilosas a traficantes em Peruíbe, no litoral paulista. A decisão confirmou a sentença de primeira instância, com ajustes nas sanções aplicadas.
Segundo o processo, Rodrigo de Castro, Marcos Masek e Humberto Mangabeira teriam facilitado o tráfico de drogas ao vazar detalhes de operações policiais da delegacia local. Como punição, os três deverão pagar multa equivalente a 20 vezes o último salário recebido como servidores públicos.
A investigação, aberta pelo Ministério Público em 2017, apontou que os investigadores recebiam propinas semanais de cerca de R$ 2,5 mil, prática que, segundo o MP, ocorreria desde 2015. Humberto Mangabeira foi identificado como líder do esquema, atuando com a intermediação de um advogado ligado aos traficantes, e chegou a firmar delação premiada, solicitando exoneração da Polícia Civil.
Rodrigo de Castro e Marcos Masek negaram participação, alegando cumprir ordens superiores. Apesar disso, a Justiça considerou haver indícios de recebimento de valores e conhecimento sobre a dinâmica do grupo.
Em junho de 2025, a 2ª Vara Cível de Peruíbe havia condenado os três à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa de 100 salários — Humberto teve a multa reduzida para 40 salários devido à delação. Ao analisar os recursos, a 9ª Câmara de Direito Público revisou as penas, fixando a multa em 20 salários para todos os réus, em conformidade com a Lei de Improbidade Administrativa de 2021.
Fonte: g1.globo.com







