Gravações feitas pelos pais revelaram abusos em unidade de Pirassununga; decisão ainda cabe recurso
Três funcionárias da Creche Municipal Nedy de Oliveira foram condenadas pela Justiça por tortura contra uma menina de dois anos com transtorno do espectro autista (TEA) grau 3, em Pirassununga. As penas variam de 2 a 3 anos de prisão em regime aberto, além da perda dos cargos públicos.
O caso ocorreu em maio de 2022 e foi comprovado por meio de gravações feitas pelos pais da criança, que esconderam um gravador na mochila da filha. O material foi decisivo, já que a vítima não possui comunicação verbal.
Segundo a sentença, as funcionárias submeteram a criança a sofrimento psicológico, com isolamento em banheiro, exclusão de atividades e humilhações frequentes. Os áudios também revelaram tentativas de assustá-la com sons e ameaças, além de comentários ofensivos sobre sua condição.
A diretora da unidade foi absolvida por falta de provas. Tanto a acusação quanto as defesas informaram que vão recorrer da decisão.
Fonte: g1.globo.com







