Advogados trabalham na definição de nomes, provas e alcance das acusações antes de envio à PF e à PGR
A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, estima apresentar em até 15 dias as bases de um possível acordo de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.
Nos próximos dias, os advogados devem se reunir com o banqueiro para definir a extensão das informações que poderão ser compartilhadas, incluindo nomes de envolvidos, datas, eventos, suspeitas levantadas e o conjunto de provas que será entregue às autoridades.
Após essa etapa, o material será encaminhado para análise e Vorcaro deverá prestar depoimento a delegados e procuradores. O acordo só será formalizado depois de assinado por todas as partes e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
A defesa aponta que há urgência na conclusão do processo, já que a perícia do primeiro celular do banqueiro foi finalizada e ainda restam outros oito aparelhos a serem analisados.
Na noite de quinta-feira, Vorcaro assinou o termo de confidencialidade que marca o início oficial das negociações para a colaboração. O documento segue as regras estabelecidas pela PGR e pela Polícia Federal e é obrigatório para que o investigado e seus advogados avancem na apresentação detalhada das informações.
Com isso, a próxima fase envolve a elaboração dos memoriais, a listagem de possíveis envolvidos e a descrição minuciosa das provas que poderão ser usadas pela Justiça. A expectativa da defesa é de que todo o processo, incluindo eventuais benefícios legais, seja concluído dentro do prazo estimado.
O conteúdo das acusações e o alcance das informações permanecem sob sigilo. Paralelamente, Vorcaro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal após decisão do ministro André Mendonça. O deslocamento ocorreu por helicóptero, após o empresário deixar um presídio federal de segurança máxima em Brasília.
Fonte: band.com.br







