Caso envolvendo alunos reacende debate sobre violência de gênero e papel da família e da escola
Um caso registrado em uma escola particular da zona oeste de São Paulo reacendeu o debate sobre violência de gênero entre adolescentes. O Colégio São Domingos, em Perdizes, suspendeu cinco alunos do 9º ano após a descoberta de mensagens misóginas em um grupo de WhatsApp.
Três estudantes criaram uma lista que classificava colegas como “estupráveis”, enquanto outros dois compartilharam figurinhas ligadas a Jeffrey Epstein. O caso foi denunciado pelas próprias alunas à coordenação da escola.
Para a psicopedagoga Paula Furtado, o comportamento reflete a influência de conteúdos digitais e a falta de desenvolvimento da empatia entre jovens. Segundo ela, a misoginia não surge isoladamente, mas está ligada a fatores sociais, culturais e à ausência de mediação adulta.
Especialistas defendem que, além de punições, as escolas devem investir em educação socioemocional e ações preventivas. O envolvimento das famílias também é essencial, especialmente no acompanhamento do que os adolescentes consomem na internet.
A orientação é clara: trabalhar valores desde cedo é fundamental para formar jovens mais conscientes, respeitosos e preparados para conviver em sociedade.
Fonte: cnnbrasil.com







