Indícios de premeditação e histórico de comportamento controlador reforçam hipótese de feminicídio planejado
A madrugada desta segunda-feira, 23, foi marcada por um crime violento no bairro Santo Antônio, em Vitória. A comandante da Guarda Municipal da capital capixaba, Dayse Barbosa, foi assassinada a tiros dentro de sua própria casa. O autor do crime foi identificado como seu namorado, Diego Oliveira de Souza, policial rodoviário federal lotado no Rio de Janeiro, que tirou a própria vida logo após o ataque.
De acordo com as autoridades, o agressor utilizou uma escada e ferramentas para arrombar a porta da varanda que dava acesso direto ao quarto da vítima. A Polícia Civil encontrou no local uma bolsa contendo alicates e frascos de álcool, itens que reforçam a tese de que o crime foi premeditado. A perícia inicial indicou que Dayse foi atingida por pelo menos três disparos, sendo um deles na nuca, efetuados a curta distância. O corpo de Diego foi localizado na cozinha do imóvel com uma perfuração na cabeça.
As investigações apontam que a motivação do crime seria a dificuldade de Diego em aceitar o término do relacionamento. Embora não houvesse registros formais de violência anteriores, relatos colhidos após a tragédia descrevem o policial como um homem possessivo e extremamente controlador. A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, destacou que sinais de abuso psicológico, como o controle sobre roupas e amizades, costumam anteceder a violência física fatal.
A Prefeitura de Vitória decretou luto oficial de três dias em homenagem à Dayse Barbosa. Em nota, a administração municipal exaltou a trajetória da comandante, destacando sua atuação ética na segurança pública e seu compromisso no combate à violência contra a mulher. A Polícia Rodoviária Federal também se manifestou lamentando o ocorrido e afirmou estar colaborando plenamente com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Fonte: Terra.com







