Mudança de posicionamento prioriza estado de saúde e pode influenciar definição sobre prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro aguarda a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre o pedido de prisão domiciliar. A expectativa aumentou após a Procuradoria-Geral da República emitir, pela primeira vez, parecer favorável à solicitação da defesa.
A mudança representa um novo entendimento da PGR, que anteriormente havia se posicionado contra o benefício. Agora, segundo o procurador-geral Paulo Gonet, o quadro de saúde de Bolsonaro passou a ser o principal fator considerado, com indicação de que o tratamento seria mais adequado em sua residência, em Brasília.
De acordo com o analista político Teo Cury, o novo parecer deixa em segundo plano o histórico de descumprimento de decisões judiciais, incluindo episódios relacionados ao uso de tornozeleira eletrônica. A avaliação é de que a gravidade atual da condição clínica alterou o peso dos argumentos no processo.
Com o caso em mãos, Moraes pode optar por diferentes caminhos. Entre as possibilidades estão a realização de uma nova perícia médica independente, a rejeição do pedido ou a autorização para que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar.
Nos bastidores, aliados intensificam articulações em favor de Bolsonaro. Michelle Bolsonaro esteve com o ex-presidente recentemente, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro também participaram de encontros e manifestações de apoio.
Embora o ministro não seja obrigado a seguir o parecer da PGR, a mudança de posicionamento é vista como um elemento relevante que pode pesar na decisão final, indicando maior atenção à condição de saúde do ex-presidente.
Fonte: cnnbrasil.com







