Especialistas apontam que curiosidade natural das crianças é mais eficaz que recompensas, mas defendem equilíbrio no ensino
A curiosidade é um dos principais motores do aprendizado infantil. Desde cedo, crianças demonstram interesse natural em explorar o mundo, o que especialistas chamam de motivação intrínseca. Esse tipo de ensino está diretamente ligado a melhores resultados escolares, além de maior criatividade e persistência.
Segundo o pesquisador Frédéric Guay, da Universidade Laval, alunos que sentem prazer em aprender tendem a ter desempenho superior. Estudos com milhares de estudantes confirmam que o interesse genuíno pelas atividades favorece a compreensão e o envolvimento.
Apesar disso, recompensas como notas, elogios e prêmios seguem presentes nas salas de aula. Para a professora Christine Dewart, esses recursos ajudam na organização da turma e podem apoiar alunos com dificuldades, quando usados de forma estratégica.
A psicóloga Sarah McGeown, da Universidade de Edimburgo, defende que incentivar atividades prazerosas, como a leitura por interesse, fortalece o vínculo com o aprendizado. Dar autonomia e considerar os interesses dos alunos também faz diferença.
Embora alguns educadores adotem modelos sem notas, o pesquisador Adam Tyner, do Thomas B. Fordham Institute, destaca que elas ainda têm utilidade prática ao resumir o desempenho.
A conclusão dos especialistas é que o melhor caminho está no equilíbrio: estimular a curiosidade natural das crianças, sem abrir mão de estratégias que ajudem no desenvolvimento e na disciplina escolar.
Fonte: bbc.com







