Ex-presidente deixou hospital após tratamento de pneumonia e ficará 90 dias em casa por decisão do STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27) e seguiu para sua residência, em Brasília, onde passará a cumprir prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base no estado de saúde do ex-presidente. A decisão prevê o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica durante todo o período.
Bolsonaro deixou o hospital DF Star por volta das 10h, em um carro descaracterizado e sem escolta policial. Pouco antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também saiu do local. Cerca de 20 minutos depois, o ex-presidente chegou ao condomínio onde mora, no bairro Jardim Botânico, e foi visto no jardim da residência.
O ex-presidente estava internado desde o dia 13 de março para tratar uma broncopneumonia bacteriana, decorrente de um episódio de broncoaspiração. Durante o período, permaneceu dez dias na Unidade de Terapia Intensiva antes de ser transferido para um quarto.
Na decisão, Moraes considerou argumentos da defesa e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, que apontaram a necessidade de um ambiente adequado para a recuperação. Segundo o ministro, o tratamento em casa é mais indicado, já que a recuperação completa de um quadro de pneumonia nos dois pulmões pode levar de 45 a 90 dias.
Apesar da autorização, o ministro destacou que a estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar, onde Bolsonaro estava custodiado, oferecia atendimento médico adequado, com acompanhamento frequente.
A prisão domiciliar impõe restrições rigorosas. O ex-presidente está proibido de usar celulares, computadores ou qualquer meio de comunicação, inclusive por intermédio de terceiros. Também não pode realizar postagens em redes sociais, nem gravar vídeos ou áudios.
Ao final dos 90 dias, Bolsonaro deverá passar por nova avaliação médica oficial, que irá determinar se ele poderá retornar ao regime anterior ou se será necessária a prorrogação da medida por motivos de saúde.
Fonte: g1.globo.com







