Documento aponta indícios de ligação com esquema bilionário, mas não há investigação formal nem provas conclusivas
O relatório final da CPMI do INSS recomenda a prisão preventiva e o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposta participação em fraudes contra aposentados. O parecer foi apresentado nesta sexta-feira (27) pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).
O documento aponta indícios de que Lulinha teria atuado em favor de interesses ligados ao lobista conhecido como “Careca do INSS”, além de possíveis benefícios financeiros e pagamentos mensais que poderiam chegar a R$ 300 mil.
Apesar disso, o empresário não é investigado formalmente, não há denúncia apresentada e as informações reunidas não são consideradas provas conclusivas. A defesa nega irregularidades e afirma que ele está à disposição das autoridades.
O pedido de prisão preventiva se baseia na avaliação de risco de evasão, citando a ida de Lulinha para a Espanha no último ano.
A CPMI investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões. O relatório final pede o indiciamento de 216 pessoas e ainda será votado antes de eventual envio ao Ministério Público.
Fonte: otempo.com.br







