Mansueto Almeida, sondado como futuro Ministro da Fazenda de Flávio Bolsonaro, sugere que próximo governo deve acabar com a correção real do piso nacional, para melhorar as contas do país.
O economista-chefe do BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou neste domingo (29) que o próximo ocupante da pasta da Fazenda precisará enfrentar pautas impopulares para garantir a sustentabilidade das contas públicas. Durante sua participação na Brazil Conference, realizada por estudantes em Boston (EUA), Mansueto defendeu abertamente a revisão da política de valorização do salário mínimo e a redução de benefícios tributários.
Mansueto destacou que o Brasil deve encerrar um ciclo de quatro anos com um aumento real acumulado expressivo, entre 14% e 15%. Para o economista, a manutenção de crescimentos anuais na casa de 3% acima da inflação é insustentável a longo prazo.
“Eu mexeria, sei que é impopular, é chato, mas mexeria na política de correção do salário mínimo“, declarou.
O argumento é que reajustes elevados pressionam excessivamente o Orçamento da União, dado que muitos benefícios previdenciários são atrelados ao piso e podem prejudicar a atratividade econômica e a lucratividade das empresas no país.
Além do salário mínimo, o ex-secretário apontou a necessidade de uma “limpeza” no sistema de incentivos fiscais do Brasil. Para Mansueto, o volume atual de renúncias tributárias carece de lógica econômica.
A participação de Mansueto ocorre em um momento em que seu nome é ventilado nos bastidores como um possível “superministro” da Economia em uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Apesar das sondagens e do seu histórico de trânsito livre entre o mercado e o setor público, o economista negou qualquer negociação em curso.
Fonte: Valor Econômico







