Grupos conservadores tentam inverter debate, mas dados oficiais apontam maior impacto da violência contra mulheres
O avanço do projeto de lei que criminaliza a misoginia no Congresso Nacional gerou reação de influenciadores e setores ultraconservadores. A proposta, já aprovada pelo Senado, prevê penas de 2 a 5 anos de prisão para práticas baseadas na superioridade masculina.
Como resposta, esses grupos passaram a difundir a ideia de “misandria”, apresentada como uma suposta violência sistemática de mulheres contra homens. Especialistas, no entanto, afirmam que o conceito não tem base concreta nem estrutura social comparável à misoginia.
Dados reforçam essa avaliação. Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, maior número desde 2015. Já na violência doméstica, mulheres representam mais de 90% das vítimas em casos envolvendo parceiros íntimos.
Pesquisadores apontam que a narrativa sobre “misandria” tem sido usada para minimizar a violência de gênero e questionar avanços legais. O discurso circula principalmente em ambientes digitais ligados à machosfera, onde ganha força como estratégia política e ideológica.
Enquanto o projeto segue em debate, o confronto entre estatísticas e narrativas deve continuar influenciando a discussão pública sobre o tema.
Fonte: dw.com







