Especialistas explicam que o comportamento vai além de “mentir demais” e pode indicar sofrimento psicológico, prejuízos sociais e sinais de outros transtornos
Enquanto a maioria das pessoas mente pouco no dia a dia, um pequeno grupo apresenta um padrão persistente e difícil de controlar, conhecido como mentira compulsiva ou mitomania. Diferente da mentira estratégica, que é dirigida e tem um objetivo, a mitomania ocorre repetidamente, muitas vezes sem propósito claro ou ganho evidente.
Segundo especialistas, a mentira compulsiva não é um diagnóstico formal, mas um comportamento reconhecido na prática clínica como capaz de gerar sofrimento psicológico e prejudicar relações sociais.
O psicanalista Christian Dunker explica que, na mentira comum, existe intenção de enganar; já na compulsiva, o controle se perde: “A pessoa não consegue não mentir”.
Pesquisas indicam que o padrão tende a surgir quando níveis elevados de mentira persistem além da adolescência, período em que o comportamento ainda está ligado ao desenvolvimento cognitivo e social.
Estudos associam a mentira compulsiva a impulsividade, comportamento manipulador e maior risco de envolvimento com crimes e uso de substâncias.
Além disso, ela costuma aparecer junto a transtornos de personalidade, ansiedade e depressão, funcionando mais como um sinal de alerta para investigar condições psicológicas subjacentes do que como um transtorno isolado.
Fonte: g1.globo.com







